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Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
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Vol. 57. Issue S1.
Pages 6 (December 2016)
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Vol. 57. Issue S1.
Pages 6 (December 2016)
DOI: 10.1016/j.rpemd.2016.10.015
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#013. Tratamento ortodôntico‐cirúrgico da classe II esquelética em padrões verticais distintos
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Alexandra Vinagre*, João Pedro Marcelino, Ana Margarida Martins Torres Simões, João Pato, Duarte Senra, David Sanz
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Introdução: A má oclusão de classe II esquelética está frequentemente associada à retrusão mandibular enquadrada com padrões faciais verticais diferenciais. As abordagens terapêuticas para o tratamento das classes II podem envolver a modulação do crescimento em fases mais precoces ou, na idade adulta, recorrendo à camuflagem ortodôntica ou ao tratamento ortodôntico‐cirúrgico‐ortognático. A intervenção cirúrgica em pacientes sem crescimento é fundamental para obtenção de um resultado estético, funcional e psicológico satisfatório.

Descrição do caso clínico: Paciente (S.L.N.) do sexo feminino, 16 anos e 6 meses, apresenta uma classe II esquelética associada a uma retrusão mandibular num padrão hiperdivergente. Exibe uma mordida aberta anterior e apinhamentos dentários em ambas as arcadas. A preparação ortodôntica exigiu a extração de 4 pré‐molares visando retroinclinar os incisivos, por forma a regularizar a sua posição em relação às respetivas bases ósseas. Foi planeada a etapa cirúrgica com avanço maxilomandibular total de 10mm, associada à impactação posterior do maxilar superior de 4mm e anterior de 2mm. O caso é apresentado com 8 anos de follow‐up. Paciente (D.G.) do sexo feminino, 17 anos e 3 meses, apresentando uma classe II esquelética associada a uma retrusão mandibular num padrão hipodivergente. Exibe uma mordida profunda, em tesoura, com proalveolia dos incisivos superiores. Para a preparação ortodôntica efetuaram‐se extrações dentárias em ambas as arcadas. Foi planeada a etapa cirúrgica com avanço maxilomandibular total de 9mm associada à impactação diferencial do maxilar superior, com vista a regularizar o canting oclusal. O caso é apresentado com 3 anos de follow‐up. Para ambas as pacientes foi preconizada a realização de sessões de fisioterapia e/ou terapia miofuncional, por forma a reequilibrar a relação musculoesquelética e orofacial numa fase pós‐cirúrgica.

Discussão e conclusões: Os indivíduos portadores de dismorfoses dentofaciais severas apresentam regularmente alterações psicológicas, como a baixa autoestima, que interferem com a sua qualidade de vida, tal como relatado pelas 2 pacientes. Para estas, os benefícios do tratamento ortodôntico‐cirúrgico foram inequívocos, já que condicionou uma melhoria marcada da aparência estética facial associada à obtenção de uma oclusão funcional. Ainda que o maior risco de recidiva esteja associado à magnitude do avanço mandibular, estes casos demonstraram uma boa estabilidade dos resultados.

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