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Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
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Inicio Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva Um gigante na artéria descendente anterior
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Vol. 23. Issue 3.
Pages 231 (July - September 2015)
Vol. 23. Issue 3.
Pages 231 (July - September 2015)
Imagem em Intervenção Cardiovascular
DOI: 10.1016/j.rbci.2016.05.001
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Um gigante na artéria descendente anterior
A giant in the left anterior descending artery
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Pedro Magalhãesa,
Corresponding author
pedrogouveiamagalhaes@gmail.com

Autor para correspondência. Centro Hospitalar de Trás‐os‐Montes e Alto Douro, Hospital de Vila Real, Avenida Noruega, 5.000, Vila Real, Portugal.
, Hélder Ribeiroa, Sofia Carvalhoa, Nuno Ferreirab, Paulino Sousaa, J. Ilídio Moreiraa
a Centro Hospitalar de Trás‐os‐Montes e Alto Douro, Hospital de Vila Real, Vila Real, Portugal
b Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho, Hospital de Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Gaia, Portugal
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Paciente do sexo masculino, de 70 anos de idade, ex‐fumante com hipertensão e dislipidemia, foi encaminhado à consulta cardiológica com queixa de dispneia aos esforços e dor torácica atípica. O exame físico foi normal. O eletrocardiograma mostrou ritmo sinusal, 75 bpm, e inversão da onda T em V1‐V3. O ecocardiograma transtorácico revelou função sistólica ventricular esquerda preservada, sem alterações da contratilidade segmentar ou alterações valvares significativas. Ele foi submetido a teste de esforço em esteira com infradesnivelamento do segmento ST, com padra??o descendente, nas derivações DII, DIII, aVF e V2‐V6 (máximo de 3mm). Realizou‐se angiografia coronária, que mostrou estenose suboclusiva do tronco da coronária esquerda distal envolvendo a origem da artéria descendente anterior (DA) e da artéria circunflexa, grande aneurisma fusiforme na DA proximal medindo 10mm de diâmetro e estenose ostial crítica da artéria coronária direita com doença ectásica dos segmentos proximal e médio (fig. 1). Também foi realizada uma angiotomografia coronariana, que permitiu um melhor delineamento da anatomia topográfica do aneurisma da artéria coronária (fig. 2). Considerando a doença de três vasos, incluindo estenose grave do tronco de coronária esquerda e aneurisma coronário gigante, o paciente foi encaminhado à cirurgia cardíaca e submetido à cirurgia de revascularização bem‐sucedida. Ele teve um pós‐operatório sem intercorrências e está atualmente bem e sem sintomas.

Embora não exista uma definição precisa dos aneurismas gigantes da artéria coronária, habitualmente considera‐se o aneurisma como gigante quando seu diâmetro excede o do vaso de referência em mais de quatro vezes, ou quando possui um diâmetro superior a 8mm. A prevalência é maior na população masculina, e a sua principal causa é a aterosclerose. A cirurgia é o tratamento de eleição, e os resultados são favoráveis na maioria dos casos.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

A revisão por pares é de responsabilidade da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.

Copyright © 2015. Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
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