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Inicio Angiologia e Cirurgia Vascular Síndrome do desfiladeiro torácico arterial associado a costela cervical
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Vol. 9. Issue 4.
Pages 175-176 (December 2013)
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Vol. 9. Issue 4.
Pages 175-176 (December 2013)
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Síndrome do desfiladeiro torácico arterial associado a costela cervical
Arterial thoracic outlet syndrome associated with cervical rib
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Sandrina Figueiredo Bragaa,b,
Corresponding author
sandrinafigueiredo@portugalmail.pt

Autor para correspondência.
, José Meiraa, Ricardo Gouveiaa, Pedro Pinto Sousaa, Jacinta Camposa, Pedro Brandãoa, Alexandra Canedoa
a Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho EPE, Vila Nova de Gaia, Portugal
b Departamento de Anatomia, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, Portugal
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Doente sexo masculino, 19 anos, enviado à consulta por dor e diminuição da força muscular do antebraço e mão direita durante o exercício, nomeadamente a tocar viola. Antecedentes pessoais de costela cervical bilateral, conhecida desde a infância. Sem outros antecedentes pessoais ou familiares relevantes. Ao exame físico apresentava costela cervical bilateral palpável e sopro supraclavicular à direita, exacerbado pela hiperabdução do membro ipsilateral. Os testes de Adson, Elvey e Elevated Arm Stress Test (EAST) eram positivos à direita. A electromiografia do Cutâneo medial do antebraço foi positiva. O ecodoppler revelava aceleração das velocidades de fluxo, aumentadas pela abdução do membro a 130°. A radiografia de tórax revelou costela cervical bilateral completa, com articulação com a 1ª costela (fig. 1). A angio-TC evidenciou compressão da artéria subclávia direita no desfiladeiro torácico, pela costela cervical, agravada pela abdução, com dilatação pós-estenótica minor, sem lesão da íntima e sem trombo mural – Estádio I da Classificação Scher (fig. 2). O doente foi submetido a tratamento cirúrgico, sob anestesia geral e por abordagem supra-clavicular direita. Foi realizada escalenectomia anterior e média, neurólise do plexo braquial e exérese de costela cervical. Foi evidente a dilatação pós-estenótica da artéria subclávia (fig. 3). O pós-operatório decorreu sem complicações, com alta ao 2° dia. Decorridos 6 meses após a cirurgia, o doente retomou actividade normal do membro superior, completamente assintomático.

Figura 1.

Radiografia de tórax: costela cervical bilateral, completas, com articulação com a 1ª costela (setas vermelhas).

(0.09MB).
Figura 2.

AngioTC: estenose da artéria subclávia direita. A. Corte coronal; B. Corte axial.

(0.11MB).
Figura 3.

Imagens intra-operatórias. A. Plexo braquial em slings amarelos e artéria subclávia em slings vermelhos; B. Costela cervical (seta preta); C. Dilatação pos-estenótica da artéria subclávia (seta preta).

(0.1MB).

A presença de costela cervical ocorre em 0,74% da população, com um ratio feminino: masculino de 7:3. São incompletas em 70% dos casos e completas em 30%. 50% dos indivíduos com costelas completas são sintomáticos.

Existem três tipos de síndrome do desfiladeiro torácico: neurológico, o mais comum, ocorrendo em mais de 95% dos casos, venoso, em 2–3% e arterial, o mais raro, que corresponde a menos de 1% das situações. O tipo arterial associa-se a costela cervical em 2/3 dos casos. O tratamento é cirúrgico e depende do grau de lesão arterial. Para doentes em estádio I de Scher, a descompressão é suficiente, com excelentes resultados, verificando-se regressão da dilatação pos-estenótica ao fim de um ano.

Copyright © 2013. Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular
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